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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007

Votação no dia 24/01 de 2007 do Projecto de Relatório de Kyosti Virrankoski sobre biotecnologia.

 

Exmos. Srs. Euro deputados Duarte Freitas e Capoulas Santos

 

A biotecnologia da descoberta e da libertação, a biotecnologia da satisfação, a biotecnologia da interacção, a biotecnologia da vida, só no domínio do método tem a ver com a biotecnologia da morte e da exploração.

No actual contexto qualquer permissão ou apoio à produção e à comercialização de produtos agrícolas transgénicos é um perigo a não subestimar por aqueles dirigentes que queiram estar atentos à vida na nave espacial terra - para usar a significativa expressão com que Buckminster Fuller se referiu ao nosso planeta.

Além de ser grotesco, como o faz o relatório, confundir ou reduzir a biotecnologia ao negócio dos organismos geneticamente modificados, é aberrante e grave usar a biotecnologia como máscara de circunstância para fazer passar impunes práticas criminosas de morte e de exploração.

É preciso ter a noção da leviandade, da violência e da gravidade das consequências que advêm do tomar-se como inócuo o que contamina, como indiscutível o que com cada vez maior premência se impõe discutir, como resolúvel o que equivoca e agrava o problema.

No actual cenário económico aceder à gravata por aquela via é ter em troca cada vez mais nada no corpo nu; querer roupa por aquela via é pôr a farda da força-aéria contaminando milhares de milhares de hectares no território do Vietname a sofrer ainda o enorme desastre ecológico do "agente laranja"; pôr achas por aquela causa é atear o fogo que nos consome para que nos consumam; no actual cenário global tal cenário económico agrava a dependência dos produtores e agrava a qualidade de vida das massas tão mais distante do nível de vida de uns tantos títeres quanto mais com o freio nos dentes os que usam e abusam do seu próximo.

Porque já fazemos naves espaciais vamos destruir a nossa nave-mãe? À conta da rarefacção das pequenas estações com que prospectamos o universo extra-terrestre, vamos rarefazer aquela onde nos formámos? Ao recusarmos a biodiversidade original não nos estaremos a recusar também?

Uma economia de escala tão redutora como aquela que carimba o actual negócio dos transgénicos, um maneio tão indiferente e até mesmo tão danoso à natureza do contexto onde acontece, em suma, uma teoria e uma prática tão assumidamente simplistas, agressivas e unilaterais, não passam disso, pelo que peço toda a Vossa atenção para tal facto e o liminar repúdio do Projecto de Relatório de Kyosti Virrankoski em nome do país que no Parlamento Europeu sois corpo.

Publicado Por prospectar-perspectivar às 17:22
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